
Começa hoje no Panamá a Expocomer 2010. Um dos maiores eventos da América Latina, a feira reúne mais de 2,5 mil empreendedores de diversos setores da economia. Entre eles: alimentos e bebidas, têxtil, construção, tecnologia e serviços vindos das Américas, Ásia, Europa e Caribe. O Brasil participa com cerca de 80 empresários e seu pavilhão terá 500 m2 com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Neste ano são 34 empresas brasileiras participantes. A Apex-Brasil estima um resultado 50% maior do que na edição do ano passado. Com isso, espera-se que cerca de US$ 30 milhões em negócios sejam fechados na feira e nos próximos 12 meses seguintes. Além de exibir produtos e serviços, a feira também permite introduzir novidades e tendências, avaliar a reação dos potenciais consumidores e utilizar a Zona Livre de Colón, no Panamá, como ponte para a reexportação de produtos para o Caribe, América Central e América do Sul.
“A Expocomer é uma excelente oportunidade de novos negócios. Atualmente o Panamá é um hub (centro de integração e distribuição comercial) para a América Latina. Possui um sistema de transporte intermodal e é a maior zona de livre comércio do mundo, depois de Hong Kong”, afirma Tatiana Rodrigues, diretora comercial da Conceito Brazil, empresa responsável pelo pavilhão brasileiro. O governo panamenho destinou investimentos de US$ 5 bilhões para modernizar o Canal do Panamá à globalização, dobrar sua capacidade e atrair milhares de novas embarcações, especialmente as da geração de navios de grande porte. As obras devem ficar prontas até 2014 para facilitar a aproximação comercial entre as nações e expandir o Panamá como importante polo turístico.
O Pavilhão Brasil espera receber a visita de cinco mil empresários e promover pelo menos 500 encontros efetivos de negócio. A área terá um espaço institucional, utilizado por Apex-Brasil, Embaixada do Brasil no Panamá e por integrantes de uma missão empresarial paralela, organizada pela Rede CIN (Centro Internacional de Negócios) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No ano passado o Pavilhão Brasileiro teve 51 empresas que fecharam negócios de US$ 20 milhões e fizeram 1.200 contatos com compradores estrangeiros.
Em 2009, o Brasil exportou para o país centroamericano US$ 210 milhões. Os principais produtos comercializados pelos brasileiros com os panamenhos foram: aviões a turbojato (US$ 13 milhões); preparações químicas contraceptivas para espermicidas (US$ 8,7 milhões); cimentos não-pulverizados (US$ 5,67 milhões); medicamentos de estrogênios e progestogenios em doses (US$ 5,4 milhões) e geradores de corrente alternada (US$ 5,28 milhões).
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